Questão de Gosto

Vinte e um de novembro de 2012, 28 anos e 66 kilos em 1,53m. Gorda? Talvez! Acima do peso? Com certeza!
Minha mãe, magra e esbelta, com uma pele conservada aos 54 anos, vem me dizendo nos últimos dias que preciso emagrecer, que estou fazendo mal a minha saúde e que vou sentir mais tarde, ou logo, esse peso na minha vida.
Eu sei que ela tem razão, a terceira filha de 10 irmãos, minha mãe nunca teve problemas com peso. Talvez porque numa família grande, com poucos recursos, a oferta de porcaria era extremamente limitada. Ela teve que aprender a comer por necessidade o que hoje chamamos de comida saudável. Carne somente uma vez por semana, o resto dos dias, muitos legumes, verduras e frutas, de todos os tipos, o que tinha. Não comia até entorpecer, a comida era algo regrado, tudo era dividido e não havia grande esforço para não repetir, porque cada um recebia sua parte e nada mais.
Uma infância difícil fez da minha mãe a melhor nutricionista amadora que já pude conhecer, e mesmo assim não consegui ser como ela.
Mas o meu vício por comida vem de outras razões mais profundas e o efeito maléfico dela na minha vida surgiu mais acentuadamente nos últimos cinco anos. A vida estressante que levo hoje em dia me fez comer muito mal. Estou levando uma vida desregrada, sem horários, sem boas horas de sono, cansaços contínuos, pele e cabelos ressecados, preguiça, afastamento dos amigos.
Eu não sei bem ao certo quando começou, mas parece que minha vida chegou ao seu auge e agora só estou decaindo.
Eu preciso mudar, melhorar coisas na minha vida que estão me levando para o fundo do poço. Eu sinto a cada dia que vai ficando cada vez mais difícil de me salvar desse buraco que me encontro. A cada dia ele está ficando mais fundo e estou ficando com medo, depressiva, e sem muitas esperanças de conseguir sair dele.
Preciso me comprometer comigo mesma, o que não é fácil. Por isso virei aqui todos os dias para tentar dizer o quanto evoluí ou decaí nos próximos dias. Eu preciso fazer algo importante por mim mesma.
No fundo o que desejo é me tornar uma pessoa melhor, para mim e para os outros ao meu redor.
Estou com quase trinta anos, daqui dois meses faço 29 anos, e estarei a 365 dias de me tornar uma trintona. E não quero entrar nessa nova fase da vida no fracasso que me encontro.
Por onde começar?
Talvez agora, indo dormir vou deixar meu corpo relaxar, assim como minha mente…. uma coisa de cada vez….

Nada como ir ao Shopping no início da semana, nada de muvuca e filas, só o estacionamento que ainda continua cheio. Meu namorado, como sempre, o mais compreensível possível, carregando sacolas e a minha bolsa.

Depois das comprinhas, uma passada na Pizza Hut. Pedimos a Sauce pepperoni e acertamos na escolha: Mussarela, pepperoni, manjericão, tomate e tempero de alho e azeite. Uma dica é salpicar um pouco de pimenta calabresa para dar um ardidinho especial, mas não exagere, isso é questão de gosto. Como acompanhamento dois chopps Brahma cada um.

Na mesa, o jogo americano de papel traz informações sobre a História da Pizza, comemoração do Dia da Pizza no Brasil (10 de julho) e a maior Pizza do Mundo que foi feita na África do Sul em Johanesburgo, exatamente na sede da Copa. Bacaninha!

Absurdo: na Pizza Hut não é aceito cartões de crédito. Como assim? Uma franquia internacional, dentro de um shopping, onde todos os restaurantes aceitam. Acompanhem o mercado, please.

Em e-mail enviado a Pizza Hut a mesma justificou que a empresa somente utiliza cartões de débito devido as altas tarifas praticadas pelas administradoras e, nesse caso não repassam o valor para o consumidor final. De qualquer forma, estão providenciando para que a rede comece a aceitar esse procedimento para pagamento. Vamos esperar né!

“Viajar é a maneira mais agradável, menos prática e mais custosa de instruir-se” Paul Morand

A expectativa era de chegar a um lugar encantado e inesperado, com surpresas extraterrestres, personagens místicos e cavernas que levariam ao fim do mundo ou, pelo menos, a Machu Pichu, conforme a lenda do lugar. Isso era o que eu sabia de São Tomé das Letras, antes de visitar em julho de 2004 essa cidadezinha no sul de Minas Gerais.
Eu realmente tive surpresas no local, mas não as que eu imaginava. Lembro que avistei da estrada uma montanha branca de pedras brilhantes e de acesso, aparentemente, impossível. A cidade apresentava uma névoa acentuada que dava um tom misterioso ao lugar e as ruas eram estreitas e de pedra, assim como as casas que tinham um aspecto sombrio e abandonado.
Não dormi, queria ver o sol nascer por detrás das montanhas e foi para lá que eu fui. Era divertido jogar as pedras barranco abaixo e ver as faíscas de fogo saírem das rochas. Os flashs da minha máquina fotográfica emitiam clarões semelhantes ao de discos voadores que se vê em filmes. Minha constatação foi que as surpresas extraterrestres que esperava eram de curiosos noturnos como eu.
O dia não tardou a nascer, no entanto não foi possível ver o sol naquela manhã, a névoa branca continuava e o silêncio era total dando à cidade uma impressão de fantasma. Contudo, apesar da sensação de mistério que pairava no ar, tive a visão que jamais poderia imaginar: homens, com aparência de bóias-frias, carregando enxadas e grandes martelos subiam a pedreira às 5 horas da manhã. No início não entendi aonde iriam, depois percebi que eram lascadores de pedra. Não sabia que esse tipo de trabalho ainda existia e a sensação de mistério e excitação se esvaiu no lugar do choque e da piedade.
A cena era desconfortável, pensei no turismo que ali havia e que para minha decepção não atingia a toda comunidade local. Não desisti, era o primeiro dia e eu ainda tinha várias outras coisas para conhecer e analisar. Meu pensamento agora era que, além do lazer, eu deveria olhar, investigar e refletir o lugar.
A cidade realmente tem paisagens deslumbrantes: cachoeiras, matas, rios, mirantes, habitantes simpáticos e hospitaleiros. Procurei pesquisar o mais que pude e descobri que lá havia muitas pessoas migrantes de outras partes do país, hippies que vivem do artesanato, empresários paulistas proprietários de pousadas e restaurantes e ufólogos em busca de seres extra-terrestres. A população autóctone tem uma vida simples, salvo alguns que conseguiram montar seu próprio negócio e desfrutar um pouco mais dos benefícios da atividade turística. Um desses habitantes locais possui um boteco simples na estrada que leva a trilha para uma cachoeira magnífica. Lá pude descansar e provar das cachaças artesanais que levam os nomes de personagens místicos. Tive preferência pela Cachaça da Bruxa, um melado bastante doce de aroma frutado.
Conversei com muitas pessoas, queria sentir o lugar, fazer parte dele, mesmo que por alguns dias. Visitei uma comunidade alternativa auto-sustentável escondida em meio à mata que cultua deuses da mitologia grega e brasileira, do hinduísmo, do cristianismo e de outras religiões e seitas do mundo. Na comunidade presenciei um culto a Iemanjá do lado de Poseidon, deus dos mares na mitologia grega, bem diferente das manifestações cristãs dos habitantes do centro da cidade.
Percebi depois do primeiro dia, que a melancolia da manhã alterava-se pela agitação do início da noite. Vi pelas alamedas estreitas da cidade perambular turistas e personagens locais vestidos de bruxo e tocando músicas de Raul Seixas. O cheiro é algo peculiar também, no início é desagradável, mas torna-se aceitável depois de um tempo, pode-se dizer que é uma mistura de fumaça de cigarros das ervas dos hippies, mato e esgoto.
No fim da tarde, a cena que mais comove é o pôr-do-sol que proporciona aos olhos a visão de um vasto horizonte cheio de cores e formas. Durante o dia se vê a terra encontrando-se com o azul do céu e a noite pode-se ver as rochas brancas brilharem junto com as estrelas, num cenário uniforme e perfeito.
Quanto ao túnel do fim do mundo podemos dizer que não é uma caverna, mas um buraco na terra que, à medida que você avança, torna-se estreito, apertado e sufocante. Ninguém nunca conseguiu chegar ao seu final, aí está o seu mistério, talvez não exista ou talvez realmente chegue ao centro da terra.
São Tomé das Letras é única no mundo e fica difícil descrever os detalhes mais suntuosos e, ao mesmo tempo, mais humildes do local, é preciso estar lá. A natureza é exuberante, a gastronomia tipicamente mineira deixa saudade e a mágica do lugar fica em nosso imaginário nesse ponto magnífico de energia da terra.

OBS: Texto publicado na edição de 16/09/2008 do Jornal Cruzeiro do Sul –

Uma novidade no mercado de marmitex em Sorocaba, agora o Baobá Café que fica nas dependências da Academia Runner, se iniciou na entrega de marmitas. O Café também abre para almoço de segunda a sexfa-feira das 11h45 às 14h30.

Resolvi experimentar e pedi a mamitex numa terça-feira. O cadápio do dia era Nhoque ao sugo com almôndegas e arroz. Há a opção de pedir a salada por mais um real.

Pedi em meados do meio dia, uma demora de 30 minutos, não muito visto o horário de pico do almoço. O motoboy muito simpático me ofereceu dois cardápios, um do Baobá Café e um do Bonga Delivery que, segundo ele, são do mesmo proprietário.

Sobre a marmitex, o material é alumínio e vem com três divisões, uma apresentação legal. A salada vem em uma marmitex menor.

Adorei a salada, simples porém variada. Uma porção de alface americana, tomates frescos cortados a juliete, vagem, pepino, fatias pequenas de rabanete, cenoura e uma batata cozida com um tempero muito gostoso de orégano. O tempero da salada é bemmmm suave, a base de limão e com pouquíssimo sal. A porção é pequena, mas suficiente, com cara de tudo fresquinho mesmo.

Partindo para o prato quente, a primeira garfada foi do arroz, um tanto sonso para o meu gosto, mas é soltinho. As almôndegas duas bolotas grandes, não são suaves e nem muito macias por dentro, o tempero é mais condimentado. Não é uma delícia, ficou mais para razoável.

Já o nhoque, esse é mais difícil, não sou amante de nhoque porque sempre achei difícil chegar ao ponto em que ele fique com a quantidade exata de farinha e batata. Esse estava bom para o padrão comida de marmitex. O molho ao sugo é suave e ralo, mas gostosinho também. O queijo de guarnição era parmesão, veio em quantidade generosa, no ponto.

A marmitex simples custou R$ 9,00 + R$ 1,00 da salada. Total de R$ 10,00. Não cobram taxa de entrega. Existe também a marmitex executiva que pode vir com truta ou mignon e custa R$ 15,00. Também há a opção de macarrão integral.

Gostei também do cardápio, investiram na impressão e ficou super bonitinho e com ar de requinte, mesmo que seja para um cardápio de marmitex. No cardápio há clássicos do marmitex como o bife a parmegiana e o filé de frango com creme de milho e, é claro, o arroz e feijão. Contudo, não tem feijoada, um ícone de quarta-feira.

Um diferencial é que o menu é quinzenal e não semanal como a maioria dos locais. Então, é possível comer durante 15 dias pratos diferentes até que volte a repetir. Achei a idéia bacana.

Abaixo incluí o cardápio quinzenal do folheto que recebi:

1ª semana
2ª feira – Bife à Milanesa (frango ou carne). Acompanhamento: arroz e feijão ou macarrão ao sugo
3ª feira – Nhoque ao sugo com Almôndegas. Pode trocar Nhoque por arroz e feijão ou macarrão ao sugo.
4ª feira – Bife à parmegiana. Acompanhamento: arroz e batata palha
5ª feira – Lombo de porco com tutu de feijão e couve refogada. Acompanhamento: arroz
6ª feira – Peito de frango com creme de milho

2ª semana
2ª feira – Panqueca de carne com legumes. Acompanhamento: arroz e feijão
3ª feira – Escondidinho de frango com catupiry. Acompanhamento: arroz e feijão ou macarrão ao sugo.
4ª feira – Rocambole de carne. Acompanhamento: arroz e feijão ou macarrão ao sugo.
5ª feira – Lagarto recheado com batata a dorê. Acompanhamento: arroz e feijão ou macarrão ao sugo.
6ª feira – Coxa e sobrecoxa assada com batata. Acompanhamento: arroz e feijão ou macarrão ao sugo.

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Ahhh… que triste! Brasil eliminado. Mas vencedores nem sempre ganham, é preciso perder de vez em quando! Até que não é ruim, pois prefiro ver o Brasil vencendo aqui em 2014 no Maraca! Muito mais emoção!

E também há males que vem para o bem, então….

– Adeus barulho dos rojões;
– Adeus às infernais vuvuzelas;
– Adeus ao trânsito em horário de jogo;
– Adeus aos modelitos fashions do Dunga Bronco falando palavrões;

E, infelizmente, o lado ruim de ser eliminado antes é que temos que dar adeus a sair mais cedo do trabalho snif snif.

Lao Tsé  foi sábio em afirmar que por mais longe que possa estar para atingir um objetivo ou algo que precisa ou quer fazer, tudo depende de uma primeira atitude, assim o que queremos vai ficar mais próximo.

“Toda longa caminhada começa com um simples passo”
(Lao Tsé)

Bora blogar!

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